sábado, 19 de dezembro de 2009

" A gente cai, levanta, uns seguem de perna quebrada, outros de miolo mole e muitos vão sem coração. Mas cada um vai como pode." Maitê Proença

domingo, 13 de dezembro de 2009

A little bye to 2009

Tão poucas vezes vim aqui neste ano, algumas nem sequer parei para extravasar, derramar minhas letras como quem se alivia de um fardo. E senti muita falta disso, por que escrever é sempre a minha válvula de escape. Pensar as vezes enrola-me mais as idéias, e tentar falar faz com que elas fiquem presas na garganta, quase saindo, mas não saem. Escrever faz-me ver nas palavras o reflexo do que sou hoje.

2009 foi o ano que eu já vi passar mais rápido. De fato aconteceram algumas coisas importantes, mas não tantas quanto eu gostaria. Fiz algumas coisas das quais me orgulho, outras que me arrependo, e algumas que ainda não consegui decidir. Mas o principal: 2009 foi um ano de mudanças. Completei 17 anos, viajei de avião sozinha, me formei no 2º grau comecei a aprender a dirigir e tantas outras coisas... Na minha família houveram ganhos e perdas, mas principalmente ganhos, uma vez que aqui em casa, as 6 matina tem um bebê que chora, pontualmente. Fiz novos amigos, saí com pessoas diferentes e consegui conservar alguns, pouquíssimos, pra ser sincera. E, em proporções maiores do que esperava, amadureci.

A maior parte desse ano, dediquei aos meus estudos. Abri mão de muitas coisas, esforcei-me, por muitas vezes restingi-me e me obriguei a continuar, mesmo quando minhas forças estavam quase esgotadas. Não digo que não valeu a pena, mas sim que não foi o suficiente. Eu precisaria de mais. Neste momento há tantos amigos meus que se dedicaram menos, e conquistaram bem menos do que eu, e suas casas agora estão em festa. Mas a minha não. Ver que o meu esforço não responderá às minhas expectativas é de fato frustrante e doloroso. Eu poderia estar feliz agora se tivesse escolhido quase qualquer um dos outros cursos da tabela, mas não esse. Não no campus mais procurado, não no turmo mais concorrido. Pra isso eu precisaria de mais. Estou atrás de uma longa fila, mas ainda assim, não desisti. Ainda me restam alguns resquícios de força para continuar, e sei que se ainda assim eu não conseguir, terei perseverança para continuar buscando.

E é assim que eu desejo que venha 2010: revigorando! A minha vida precisa de uma sacodida urgente, para que caia tudo o que estiver frouxamente equilibrado e fique apenas o que queira estar nela. Sei que esse ano eu mudei e amadureci bastante, 2009 ainda nem acabou mas estou contando os dias! E que o próximo venha com mais responsabilidade, bom senso e liberdade, pois sei que equilibrando esses três fatores, alcançarei meus objetivos... tudo no tempo de Deus! E ainda que quiçá eu não consiga dessa vez, muito obrigada a todos que torceram por mim, e espero não decepcioná-los da próxima. Seguirei em frente, e não vou desistir. ;)

sábado, 5 de setembro de 2009

Eu não sabia explicar nós dois
Ela mais eu
Porque eu e ela
Não conhecia poemas
Nem muitas palavras belas
Mas ela foi me levando pela mão
Íamos todos os dois
Assim ao léo
Ríamos, choravamos sem razão
Hoje lembrando-me dela
Me vendo nos olhos dela
Sei que o que tinha de ser se deu
Porque era ela
Porque era eu

Chico Buarque

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Dióptico Plano

Não me envolvo mais. Não me envolvo e quase todos os meus relacionamentos são superficiais. Os profundos que tenho são os de longa data... Por que de uns tempos pra cá desaprendi a sentir. Minhas vontades ficam divididas entre a saudade das emoções e o medo das decepções. Entre o medo de se entregar e a monotonia de uma rotina de solidão. Já ando desgastada, os pés descalços cansados, de tanto andar por esse labirinto que nunca me leva ao caminho certo. Dentre as voltas incertas, eu vejo a luz. Vejo-a, mas não posso tocá-la! Não tenho mais forças para esticar meus braços, nem fôlego para tentar novamente. Tanta superficialidade deixou-me tão fria,que não posso mais sentir o calor da luz. Por mais que eu a veja, e por vezes tente tocá-la, sou sempre envolvida pela entorpecente escuridão, na qual as dúvidas alimentam-se de meu juízo e crescem descompassadamente. Em minha face o disfarce dos gritos mudos que rasgam meu peito à procura de quem os ouça. Calo com um sorriso os possíveis questionamentos vindos de fora, já bastam-me os que tenho! Não vai adiantar querer arrancar de mim a verdade, com palavras cruas impetuosamente atiradas a mim. A minha verdade se esconde embaixo de tantos véus, que chego a perder as contas. A minha verdade não se entrega assim tão fácil, mesmo quando eu quero arrancá-la e mostrá-la para quem quiser ver. Diz a física que num dióptico plano você sempre vai ver distorcidas as dimensões perpendiculares à superfície de separação dos meios, ainda que sejam ambos transparentes. Você sempre vai enxergar a piscina mais rasa do que ela é. E por enquanto vai continuar vendo calmaria onde há tempestade, mansidão onde há fúria e sabedoria onde há insegurança. Se quiser saber quão profunda é a piscina, vai ter que se jogar. Por que a minha verdade, ela não se mostra tão fácil assim.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

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www.eulembroevoce.wordpress.com

eu recomendo!

terça-feira, 7 de julho de 2009

M says:

"SUA VAMPIROOOOOOOOOOOOOOOONAAAAAAAA!
você é uma vulture meeu:x
como que alguém reconhece uma pessoa pelo cheiro após 100 anos sem falar com ela?
acho que tu não ME reconhece pelo cheiro
eu juuuuro a você que dei uma gaitada aqui que mainha veio pra saber o que era
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkk
que meeeeedo, abre o olho sami O.o"



KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

sábado, 6 de junho de 2009

Eu sabia que alguma coisa havia mudado, desde a primeira vez que eu o vi. O meu coração não parecia mais que ia saltar pela boca quando ele olhava para mim, assim como acontecia antes. O ar tinha um tom mais neutro, mais maduro, e principalmente mais frio do que antes. Ele não me olhava mais com os olhos de dúvida e surpresa que tinha antes, tão indecifráveis para mim! Seus olhos agora me seguiam como quem se desculpa, cheios de receio. Era como se nunca tivesse existido. A angústia que eu agora sentia ao vê-lo era diferente. Não mais a sensação de insegurança, de coração palpitando ou das palavras fugindo a mente. Era agora uma angústia de como quem grita mas não é ouvido, corre mas nunca alcança, ou tateia no escuro por que de repente perdeu a visão. E essa, a angústia da certeza, é bem pior do que a primeira. Era como se eu lutasse por uma causa perdida. Como é que eu podia me lembrar de tantas coisas que aconteceram, e ele não? Como ele pode esquecer a promessa que fez de me levar embora, de estar sempre comigo, de ser sempre o meu melhor amigo? Eu não me importaria tanto que ele não se lembrasse, se eu também já tivesse esquecido. Mas como era possível que ele tivesse simplesmente apagado tudo o que houvera e recomeçado, enquanto eu ainda permitia que ele fizesse parte do meu presente?! Afogado no mais fundo poço, era onde deveria estar. Mas incrustou-se em minha pele de tal forma que continuará sempre comigo. Sempre. Eu sabia que, por mais que o tempo passasse, as sensações seriam as mesmas. Ora mais amenas, ora mais intensas, mas seriam sempre as mesmas. Eu vou reconhecer o cheiro antes de virar-me para trás, e vou saber que gosto antes de saber de onde vem. Ainda que os seus olhos sejam sempre de uma súplica seca e endurecida, os meus serão sempre de esperança. Os meus, serão sempre os seus olhos castanhos.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

De frente para o espelho eu posso ver claramente. Eu olho para o reflexo e lá está. Aquela cicatriz, as marcas do meu cansaço, um certo olhar moribundo. Isso você vê. Se continuo olhando, percebo retratos da minha indiferença, da minha ignorância. Vejo milhares de cenas perante mim, e vozes na minha cabeça me fazem lembrar que não passam de recordações, e isso você não vê. Ou talvez veja.

Não há mais diálogo, não há mais cor, agora restam apenas futlidades disfarçadas de motivos sinceros e maquiadas com desculpas esfarrapadas. O que antes era absurdo, hoje você diz que é normal; e o que antes você condenava, agora é a bandeira que você levanta. Não necessariamente algo bom. O mundo explode ao seu redor, mas você nem se importa. Você só quer fugir dos sorrisos falsos e "dessa eterna falta do que falar...". Você não consegue decidir de qual lado do muro vai querer se jogar, por isso continua caminhando em cima dele, lentamente põe um pé na frente do outro, nem tanto pelo medo de cair, mas por não ter escolhido de qual dos lados vai querer cair. Você sabe onde vai parar, você já conhece o final da história, mas mesmo assim insistem fingir que não se importa. Você não sabe se vale a pena. Na verdade você sabe que não.

O que fazer quando aquilo que te impediu de cair da montanha durante a escalada, como todos ao seu redor, agora é o mesmo motivo que te impede de chegar ao topo? Logo agora que você estava tão perto! Abandonar tudo e inverter o sentido da caminhada? Mas você já sabe que não vale a pena.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Eu simplesmente não aguentava mais ficar ali, e fui-me embora. Andei sem destino, vagando em meus pensamentos até chegar a uma praça. Lá sentei-me, e fiquei a observar a beleza das crianças que ali brincavam. Não havia maldade em seus sorrisos, eram inundados por uma alegria tão pura que eu cheguei a invejá-los. Em verdade, a minha vontade era de sentar-me junto a elas na areia e brincar imaginando estórias, criando meu próprio mundo e poder ter em meu rosto sorrisos tão sinceros quanto os seus... Mas não fiz. Não o fiz por que algo em minha cabeça gritava que eu não podia, já que eu não tinha mais a idade delas e... Eu não podia mais viver de brincar construindo castelos de areia, por que no mundo real os meus castelos estavam desmoronando. Não importava o quanto eu corresse, jamais fugiria da verdade, que ecova aos gritos em minha mente. Eu tinha de voltar lá e encarar de frente aquilo, que era a minha vida. Não importava quanto tempo eu passasse ali admirá-las, quando eu voltasse todos os problemas me acompanhariam. Eu tive vontade de gritar para elas: "Ei! Aproveitem enquanto podem!", mas também não cheguei a fazê-lo. Já estava anoitecendo, tive de me levantar e ir embora. Mas desta vez eu tinha um rumo certo a seguir.

Carta a um amigo


Através da janela entreaberta, olhava eu para o nada. A imensidão do céu escuro fazia-me desligar ainda mais do que se passava ao meu redor. As luzes, os vizinhos, os carros na rua... nada daquilo importava-me mais. Enquanto as lágrimas sem motivo escorriam-me pelo rosto, afogava-me eu em um mar de lembranças, e você estava presente em quase todas elas, sendo o que me fazia naufragar, ao mesmo tempo que me puxava para a superfície. Ah, que eterno paradoxo é o amor! Passavam-me pela mente vários pensamentos aleatórios, e mais uma vez me peguei reescrevendo a nossa história. Fiquei a pensar em como os anos passaram, e apesar de termos crescido e mudado tanto, ainda somos os mesmos. Por que quando eu lembro do seu olhar é aquela mesma criança que eu vejo... a mesma de anos atrás.Ah, quão grande é a saudade que sinto de ti! Meu amigo, meu irmão, meu eterno companheiro! Pena que não se pode voltar no tempo e corrigir os erros, aprimorar os acertos ou simplesmente apagar algumas partes do passado. Imersa na escuridão dessa noite fria, vi-me perdida entre lembranças e sorrisos, na esperança de um dia poder corrigir meus erros tão banais. Continuarei aqui a esperar-te, vagando no balanço das ondas e agarrando-me ao teu bote, na esperança que eu um dia me salve do infinito da minha indecisão.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Saudade


"Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já... Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida... Saudade é sentir que existe o que não existe mais... Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam... Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade, aquela que nunca amou. E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver. O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.”

(Pablo Neruda)



Ahhh.... Saudades!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

domingo, 25 de janeiro de 2009

Um ano de sorrisos

Agora sim, sinto que o ano começa de verdade! Passada aquela euforia de promessas de fim de ano que muitas vezes são esquecidas ao longo deste, o ano começou. Mais do que nenhum outro eu sinto que 2009 vai ser um ano diferente, mas acima de tudo, inesquecível!
Parece até brincadeira, mas vejo Deus planejar uma reviravolta em minha vida nesse ano que se inicia! Como dizia o famigerado Bob Marley, "Quando você acha que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas!" Ou seria apenas Deus tentando nos mostrar que Ele é quem tem o controle sobre tudo?

E o meu ano novo já começou maravilhosamente bem! É certo que só tive um mês de férias, e que passei a metade delas longe de casa numa cidade sem praia, mas posso dizer de coração que valeu a pena. Pelo que eu pude ver de Deus agir, pelo modo como mais uma vez Ele me surpreendeu e pelas pessoas que Ele pôs no meu caminho. Por que eu bem sei que não haveria outro modo de nos encontrarmos se não fosse por propósito dEle :) É a minha família que aumenta, de repente, e todas as mudanças que terão que ocorrer aqui em casa pra se receber um bebê. Imagina só, um bebê! Pois é... Depois de tanto tempo... mas eu bem sei que já deixei de ser a caçulinha do meu pai já faz tempo :P É o meu último ano de escola! E uma vez que todos aqui em casa são universitários, pretendo tornar-me uma também para o ano que vem :)

E acima de qualquer outra coisa, o que eu mais recebi esse ano até agora foram motivos para sorrir! É uma alegria infindável, que eu espero que permaneça comigo SEMPRE! E que esse sorriso eu possa levar comigo onde for, por que com tantas alegrias, sinto que 2009 vai ser com certeza o ano dos sorrisos! Obrigada, Senhor! Por que tu és quem me dá tantas alegrias e com certeza a razão do meu sorriso :)